- .

Colunistas
  As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade de seus autores.  

Foto do Sérgio
Email: sam@toleranciazero.org.br

Quarta-feira, 16 de Agosto de 2006

Xerox de Pensamentos

Os eleitores estão impressionados com as idéias expostas pelos candidatos no horário eleitoral.

Se os eleitores são contra a alta carga tributaria, os candidatos também são; Se os eleitores são contra a impunidade, os candidatos também são; Se os eleitores são a favor uma policia mais eficiente e com maior numero de presídios, os candidatos também são......e por ai poderíamos continuar de modo indefinido.

Os eleitores ficam maravilhados e seduzidos pelo canto da sereia dos candidatos: finalmente achamos em quem votar !

Toda eleição é a mesma farsa, depois de eleitos, nada acontece. Porque?

A resposta é simples: estamos lidando com farsantes, com paroleiros que são capazes de qualquer mentira para capturar o voto do eleitor incauto.

Há meses estes parlapatões desmoralizados vêm pagando fortunas aos institutos de pesquisas por pesquisas qualitativas e quantitativas exatamente para apurar quais são as idéias dos eleitores.

De posse destas pesquisas a farsa é simples e ao alcance do baixo intelecto dos mesmos: basta repetir com pose teatral de ofendido cada pensamentos dos eleitores.

É o xérox de pensamentos. O eleitor fica maravilhado, eles são eleitos e uma vez no legislativo vão continuar a fraudar o orçamento e a paciência dos eleitores mais esclarecidos.

A solução é simples :

1- Se você é um eleitor privilegiado e conhece realmente as idéias de um candidato e concorda com elas, VOTE NELE. Você tem sorte e é um eleitor privilegiado e pertence a uma minoria.

2- Se você é adepto da renovação e quer votar no critério NÃO REELEJA NENHUM, escolha um candidato virgem e vote nele mas cuidado com os filhotes de políticos que estão por ai travestidos de novidades. Lembra do Deputado cassado Roberto Jefferson ? A linda filha dele se apresenta aos eleitores incautos como a grande novidade na política. Você acredita ?

3- E por ultimo se você não conhece as idéias REAIS de nenhum candidato e esta inseguro em quem pode votar, VOTE NULO. Não participe da farsa. Você estará ajudando o Brasil a evitar votos de Chapeuzinho vermelho em Lobos fantasiados de vovozinha.


Terça-feira, 1º de Agosto de 2006

Votar Útil, Votar nulo ou Não reeleger nenhum?

Esta questão tem trazido controvérsias imensas entre aqueles que querem “chutar o balde” e outros mais conservadores que querem agir com cautela.

No atual quadro de podridão moral que vemos entre os políticos brasileiros é muito difícil avaliar qual a decisão correta.

A questão tem muitos enfoques e aspectos diferentes em cada tipo de eleição que estivermos analisando, se a eleição for para cargos executivos (Presidente e Governador) ou se a eleição for para o legislativo (Deputados e Senadores).

Após muito debate sobre o assunto, as conclusões mais comuns foram divergentes: uma solução para os cargos executivos e outra, diferente, para cargos legislativos.

Eleição para Presidente e Governador:

Na analise do voto para cargos executivos, prevaleceu a tese do voto útil, e o argumento mais forte foi a forma de apuração do vencedor na legislação atual : 50% dos votos validos + 1.

Atualmente, na contagem dos votos validos são excluídos os votos brancos e nulos. Pouca gente acredita que os votos nulos possam chegar nesta eleição a 50% + 1, o que anularia esta eleição e que seria o sonho dos que defendem esta tese.

Desconsiderando a abstenção, estima-se que nesta eleição cerca de 25-35% dos votos serão nulos ou brancos, bem acima da media histórica. Vamos usar 30% para fazer as contas.
Isto significa que um candidato precisaria de uma votação de apenas de 35% + 1 voto para ser eleito Governador ou Presidente.

A eleição ou reeleição ficaria muito mais fácil para o candidato e corremos o risco de eleger ou reeleger alguns marginais e farsantes que são candidatos mediante o uso do poder econômico, da distribuição de benesses e da mídia fantasiosa perante os mais humildes, a eleição deles ficaria mais fácil e mais barata.
Fica mais razoável votar ÚTIL neste caso.

Eleições Legislativas (senador , deputado)

Neste caso prevaleceu a teoria do voto nulo ou da não reeleição, a gosto do freguês.

A forma de apuração dos votos é proporcional, neste caso somam-se todos os votos dos candidatos de cada partido e calcula-se o numero de cadeiras que cada partido terá, estas cadeiras serão distribuídas aos mais votados de cada partido.

Temos duas opções : votar num candidato e seu voto ir para um outro candidato do partido que tenha recebido mais votos e que seja um conhecido corrupto, ou votar nulo e não participar da farsa.

Em qualquer hipótese, nossa revanche é agora, caso haja um movimento forte, torna-se possível fazer uma faxina nesta casa de tolerância total que se tornou a política brasileira. Ou iremos passar mais 4 anos de humilhação em frente da TV.

As armadilhas da legislação eleitoral são muitas, afinal eles fazem as Leis em beneficio próprio ou para tudo ficar como dantes.

A escolha é sua. Boa sorte!


Quinta-feira, 14 de Julho de 2006

A democracia prostituída

A democracia significa o governo da maioria com respeito aos direitos da minoria. Para isso é indispensável uma economia dinâmica, um judiciário eficaz, um congresso nacional respeitável capaz de mediar os conflitos e tensões sociais e um governo forte com o monopólio do uso da força.

Nada disto ocorre no Brasil. O sistema de governo existente no Brasil esta doente e corrompido.

Nossa economia nada tem de dinâmica. Graças ao descontrole de gastos dos governos temos uma carga tributaria abusiva e uma taxa de juros altíssima. A burocracia estatal descontrolada sufoca as empresas com exigências cada vez maiores. Nossas empresas estão morrendo. Não conseguem sobreviver numa competição feroz cada vez mais globalizada com o sobrepeso de um Estado descontrolado dominado por tecnocracias surdas e cegas que somente defendem seus próprios interesses corporativos.

Nosso judiciário é um modelo de desmazelo e corporativismo, sob ao manto da independência jurisdicional se desenvolveu um sistema inerte e ineficaz que não responde as demandas crescentes da população. Privilégios corporativos descabidos, produtividade insignificante, lentidão angustiante e completa desordem administrativa tornam o Judiciário brasileiro uma verdadeira afronta á cidadania.

O congresso nacional é dominado por quadrilhas partidárias que há muito deixaram de representar os interesses da sociedade. Graças a uma legislação elaborada pelos próprios deputados o que vemos é um sistema eleitoral que privilegia os detentores de mandato e impede a renovação dos quadros legislativos. Tudo esta organizado para nada mudar. A impunidade campeia protegida pela imunidade e pelo foro privilegiado. Todos os criminosos do Pais querem se tornar Deputados com o claro objetivo de adquirir imunidade e acesso impune ao furto dos recursos do tesouro nacional. O STF , encarregado de julgar os detentores de foro privilegiado, consegue ser campeão mundial da impunidade e até hoje nunca conseguiu punir um único criminoso acastelado no congresso nacional. Os poucos honestos daquela casa de tolerância total se acorvadam diante da maioria e pior , não conseguem se distinguir perante a opinião publica, que confusa, fica em completo desalento.

Quanto a este organismo amorfo e confuso que chamamos de Governo, seu próprio gigantismo o torna inoperante. É dividido entre as diversas quadrilhas que comandam a política nacional com o claro objetivo de assaltar sem temor o tesouro nacional e as empresas publicas. Disputas fratricidas mostram que o único interesse dessa gente é o acesso livre aos recursos públicos, nada mais interessa. Neste vazio administrativo operam as corporações estatais, que em troco do silencio conivente, conseguem para si mesmos vantagens e privilégios descabidos em total afronta ao cidadão contribuinte.

Esta é a democracia prostituída que esta implantada no Brasil, somente um clamor organizado dos cidadãos de bem poderá operar uma mudança e implantar a verdadeira democracia com o império da Lei e da ordem e com o fim da impunidade que nos levou a situação atual.


Sábado, 01 de Outubro de 2005

O desarmamento dos honestos

Como se sabe esta se aproximando o referendo de outubro sobre “desarmamento” dos honestos.

Num País onde a Policia demora horas para efetuar um simples atendimento e os serviços públicos são lastimáveis e viciados pelo corporativismo e pela ineficiência estão pretendendo entregar nosso direito de defesa a este Estado e neste Governo.

A mídia global com farto dinheiro de origem pouco clara vem há meses doutrinando a população com informações falsas a favor do Sim neste referendo.

Supostas “pesquisas” divulgam que maridos matam esposas e filhos, vizinhos estão se dizimando e outras bobagens constantemente desmentidas pelas autoridades policiais e judiciárias. Tudo culpa das armas que deveriam ser proibidas.

Pesquisas mentirosas porque uma simples visita á Delegacia de Homicídios ou á Seção de Crimes contra a Vida do Instituto de Criminalística de MG mostra que 90% dos homicídios têm por causa o tráfico e o consumo de drogas. São percentualmente insignificantes as agressões de maridos, esposas e acidentes com arma.

Outro fato que se constata é que pouquíssimos crimes são praticados por armas registradas e legais. Outro fato é que nenhum bandido compra armas legais mesmo porque hoje um traficante armado com um revolver ou pistola do tipo vendido em lojas seria motivo de chacota de seus colegas.

Todos eles portam armas de guerra que NÃO são vendidas em lojas e NÃO serão afetadas por este referendo inútil. Para os bandidos nada mudará.

Outro fato é que pela Lei em vigor são tantos os obstáculos legais e financeiros que foram emitidos pouquíssimos portes de arma em MG no ultimo ano.

Transitar com uma arma pela Lei atual é crime inafiançável, e o que mudou na segurança publica desde que esta Lei foi aprovada? Nada, porque bandidos não obedecem a Lei, acham graça dela.

Caso este referendo seja aprovado os bandidos passarão a ter certeza que o cidadão estará indefeso em casa. Um simples corte na linha telefônica e estaremos á mercê deles.

Pesquisas indicam que este referendo será aprovado graças á desinformação vigente.

Toda unanimidade é burra. Tentamos divulgar a verdade dos fatos com argumentos racionais porque quem cala consente, estamos certos de estar fazendo nossa parte.

 

Foto do Murilo
Email: mpbadaro@terra.com.br

Quinta-feira, 14 de Setembro de 2006

O que nos espera em 2007?

Dizem aqui em Minas, resultado de eleição e mineração, só após a apuração, portanto precisamos esperar o resultado, mas com a eleição quase finalizada uma reflexão sobre o que está ocorrendo no Brasil e para onde caminharemos é necessária. Os números das pesquisas podem até mudar, mas dificilmente reverterão as previsões atuais.

As pesquisas indicam que 50% do eleitorado tende a votar em Lula, 25% em Alckmim e os outros 25% divididos entre Heloisa Helena, os outros candidatos, brancos e nulos.

Segundo o histórico de outros pleitos, para ser eleito, o candidato deveria ser votado homogeneamente nas regiões do país e nas classes sociais, ou seja, deveria existir proporcionalidade nos votos conseguidos por região, classe social, idade, sexo, etc. Nesta eleição, Lula tem sua intenção de voto concentrada no Nordeste e nas classes de renda mais baixa de forma desproporcional quebrando um paradigma. A véspera da eleição é inédita tamanha intenção de votos em candidatura aumentando sua responsabilidade, mostram as mais recentes enquetes.

Valerá a pena estudar os mapas de votação para constatarmos que podemos estar vivendo uma silenciosa e anacrônica luta política entre classes sociais. Antes o voto deste eleitor humilde poderia ser influenciado pelo “formador de opinião”, hoje ele, objetivo, busca resultados para si. A parte mais sensível do ser humano é o bolso, dizem todas as filosofias de botequim.

O desgaste da classe política acaba ajudando Lula e imunidade à crise é seu forte. Identificado como cidadão comum, falando no jargão futebolístico, batalhador e vencedor retirante do nordeste, tem toda empatia com o povão. Como diriam: Ele pode ter seus defeitos, mas é igual à “gente”.

Um problema Vista: Nouriel Roubini, economista americano, ex-consultor do FED, prevê recessão nos Estados Unidos ainda este ano. Segundo ele, rodando modelos mecânicos e matemáticos, as chances são de 70%, o mesmo Nouriel afirma que o FED estima as chances em 44%. Motivo: Esgotamento do consumo americano, crise na bolha imobiliária (alguns comparam-na a da internet e das empresas ponto com, na década de 90) e preço do petróleo em alta. Se vai ocorrer uma crise na América do Norte não pode ser um detalhe qualquer.

A questão: Uma recessão americana vai frear o ciclo virtuoso mundial atual e afetará o Brasil, gostemos ou não. O maior mercado mundial sente seu baque e pode criar uma reação “dominó”.

No caso Brasil, nas palavras do próprio Roubini, o crescimento em 3,5% (projetado, podendo cair) este ano é medíocre. Ele faz a velha comparação com os outros países do BRIC onde a média é 6% ao ano, redundância dele agora. Como enfrentaremos uma eventual crise mundial com nossa economia do jeito que está? Se no melhor cenário temos crescimento meão, como será no pior momento questiona o acadêmico ianque? Uma eventual recessão americana pode até não derrubar o forte movimento mundial, mas com certeza o abalará, podendo levar o Brasil junto. Devemos nos lembrar sempre, o atual momento mundial, semelhante ocorrido na década de 70, não durará para sempre.

Se estivermos perdendo o momento, como já ficou claro, tendo chances de enfrentar uma nevasca próxima, mais um motivo para estarmos preparados. A última grande crise mundial foi em 1997, excetuando ai o 11/09 de 2001 que quase tira o barco da correnteza. Graças à força dos países emergentes conseguimos superar e seguir o rumo certo e forte. A ciclotimia da economia nos mostra que existem as alternâncias boas e ruins. Até quando teremos a prosperidade mundial guiando todos no mesmo norte? Se existem alertas vindos do maior mercado, o “gato subiu no telhado” diriam aqui em Minas Gerais.

A perturbação na ordem mundial com uma eventual recessão americana é líquida e certa, o tamanho desta trepidação será o problema, tudo pode acontecer. Economistas não são donos da verdade e erram muito, entretanto alguns alertas servem para nações e empresas ficarem preparadas estabelecendo os chamados “Planos B”. O desejo é que a prosperidade continue, mas pode estar chegando a hora da alternância. Pode ser até para um ajuste onde o vigor será retomado mais à frente, mas aguardemos esta correção no gráfico com toda certeza.

Números bonitos nas estatísticas econômicas “viram pó” em crises mundiais e afinal, nossos indicadores não são tão bons como alardeados.
O grande segredo não é só saber enfrentar os problemas, mas se antecipar a eles. Todos os sinais estão ai; fortes e claros. O que mais precisamos para mudar nosso rumo, com certeza, cheio de equívocos?

Tudo bem que os contrastes deste país demandam uma ação assistencialista do governo. Justiça social não é antagonismo a crescimento da economia e geração de lucros, muito pelo contrário. A forma justa de distribuir renda é gerando riqueza e dando oportunidades a todos. Atender sim aos que precisam, mas criando condições, chances para todos. Os outros países podem, porque não podemos?

É triste, patético, em algumas pequenas cidades do interior, em pleno dia produtivo da semana, pessoa encostada, tomando cachaça e jogando sinuca nos botecos, afinal, o arroz e feijão estão garantidos no final do mês. Suor para o que? É este o mundo que queremos para nossos filhos e netos?

O saldo final desta eleição deve ser triste para o Brasil e sua imagem, mas tudo será fruto da democracia e das peculiaridades do nosso povo; precisamos respeitar.

Lula pode e deve aproveitar o virtual segundo termo para promover as mudanças que o Brasil demanda, depende muito de seus conselheiros, ou quem sabe, só de sua esperteza!

O momento urge soluções ou seremos pegos pela tempestade de uma eventual crise mundial, mais cedo ou mais tarde, causando estragos maiores em todas as já combalidas instituições nacionais.

Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário


Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006

Mais uma prova do crime!

A MULTA PACIS –Muitas coisas em poucas palavras – Provérbio latino

Fac-símile de extrato do Banco Unibanco:Não é montagem, é real!

Passe o mouse na imagem abaixo.


Não preciso dizer muito. Basta olhar o abuso cometido na cobrança de tarifa por emissão de cheque acima de cinco mil reais e tarifa sobre excesso de limite.O abuso nas tarifas representa boa parte do opíparo resultado conseguido pelo setor. O oligopólio seguido pelos bancos oficiais não dá ao pobre consumidor, opção, enfiando goela abaixo da população estes absurdos que mostro aqui. Se listadas todas as reclamações por problemas detectados nos vários outros bancos um livro seria pouco para relatar. Quem quiser saber mais, procure um organismo de defesa do consumidor qualquer, veja o volume e o teor das reclamações para se escandalizar dobrado.

Este extrato foi enviado por um amigo para mostrar que eles passam dos limites.Os juros abusivos e extorsivos não bastam aos potentados da usura oficializada. Aqui está a prova.

Como cobrar tarifa sobre excesso se os juros de cheque especial já estão na estratosfera, de 8 a 15% ao mês?Se aplicada, em forma de juros, essa “tarifa-Excesso sobre limite” os juros sobem mais alguns pontos. Empulhação com má fé? Sabe quanto rende ao ano para eles a cobrança de juros no cheque especial? De 200 a 400%. Digam isso a um estrangeiro e vejam a reação! Eles não vão acreditar. Desconte a inflação real e constate o exagero.

Para um cheque emitido de valor superior a R$ cinco mil é cobrada taxa de R$ 9,27. A troco de que? Porque cobrar sobre cheque inferior a R$ 40,00? Ou seja, acima ou abaixo de um limite determinado por eles pagam-se extras. O incauto cidadão não faz contas, mas em qualquer país sério do mundo isso seria caso de polícia.

Se eles vivessem uma crise, estivessem perdendo dinheiro, tudo bem. O absurdo poderia ter uma justificativa. Seus custos são enxutos, rentabilidades assoberbadas, querem o que mais? Olhem o que aconteceu de 2005 para 2006, primeiro semestre, comparem com outros setores.

Não tenho mais estomago para agüentar isso. Alguém precisa tomar providências. Se eles fazem isso com pessoas esclarecidas como este amigo, imagine com o povão absorto e inocente? Posso imaginar as tarifas cobradas para manutenção da conta para pessoas de baixa renda que nem devem e nem conseguem conferir extratos. Onde estão as ONGs que possam defender estes lesados pela ilegalidade imoral que rege o setor financeiro.

Outro dia recebi pela Net um artigo onde ironizava os bancos alegando que todo setor de serviço deve cobrar tarifas. Pelo amor de Deus, o negócio é lucrativo ao extremo, porque as tarifas? Eles não ganham pelo negócio?

Peço ao congresso, alguém, que aja no sentido de impedir este ultraje a economia. Banco é bom negócio em qualquer lugar do planeta, mas aqui extrapolaram os limites da razoabilidade. O inocente consumidor não consegue nas suas limitações enxergar esta moléstia e eles sugam como pragas à sociedade que inerte depende de seus serviços. Quantas pequenas e médias empresas, até famílias desavisadas, caem no vulcão das taxas de juros campeãs do mundo e não conseguem mais sair indo a bancarrota?

A minha revolta e protesto vão também contra o serviço prestado pelos bancos. São filas intermináveis com tratamento inadequado e pouco atendimento. Aposentados senis ficam esperando horas, no desconforto, no pouco número de atendentes. Porque isso, se eles nadam em dinheiro? Façam um teste. Enfrentem uma vez a fila de um banco para juntar-se a mim neste protesto e luta. Os bancos que contratem mais pessoas prestem melhor serviço aos seus acepipes pelo menos. A coisa passou do limite e o abuso constrange os próprios executivos com desculpas esfarrapadas para justificar o injustificável. Chega, precisamos dar um basta ao excesso. Lucro sim, roubo não.

Vamos encerrar por aqui, sem palavras para terminar e expressar minha indignação.

Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário


Quinta-feira, 17 de Agosto de 2006

Não adianta tapar o sol com a peneira.

A Goldman Sacks criou o termo BRIC, que reúne no jargão, Brasil, Rússia, Índia e China. Estes países poderiam em 40 anos ser como os do G 6 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Inglaterra, França e Itália). Sabe o que aconteceu com a China, Índia e Rússia nos últimos anos? E com o Brasil?

Temos indicadores de paises africanos mesclados com alguns de primeiro mundo, já fomos a oitava economia do mundo, hoje somos a décima, mas poderíamos ser a quinta, chegamos a ser a décima quinta. O Brasil cresce há mais de dez anos menos que a média mundial em torno de 4,0%. Este ano projeta-se algo na faixa de 4,3% ,mas ficaremos ainda abaixo dá média global. Exemplo: O crescimento global médio foi de 4,5% nos últimos 10 anos o do Brasil 2,3%, perda de 56% mostram estudos.

Não adianta culpar só PT, este quadro vem desde a década de oitenta. O Brasil precisa de 3,5% de crescimento do PIB médio para começar o jogo. Nosso crescimento vegetativo não suporta em condições sociais justas números menores. É tiro no pé. As questões de falta de infra-estrutura são críticas, mas as conjunturais são piores, devem e precisam ser atacadas. Nossa política econômica em nome da estabilidade da moeda é veneno no futuro do país.

A revista Veja pegou a opinião de sete economistas com premio Nobel, resumidamente a situação é esta. A Pergunta foi: Porque o Brasil não cresce igual à China e Índia?

Respostas: Reorganização tributária na China e Índia, enquanto nós aqui só aumentamos a carga (40% do PIB). O peso da burocracia e educação ineficiente, ruim. A corrupção e assalto dos grupos de interesses. A falta de estabilidade conseguida a duras penas. Protecionismo sufocante. Falta de poupança. Uma visão acadêmica, pertinente, macroeconômica.

Vou dar também minha humilde colaboração: Parece que estamos com uma temperatura média do corpo humano boa, mas a cabeça no forno e os pés no freezer. Alguém sobrevive assim? Dá para acreditar que se acerta o alvo errando um metro para direita e outro metro para esquerda? Os juros campeões do globo são a trava do crescimento com a concentração de renda.

Enquanto Bancos aumentarem ano a ano 45% real nos seus lucros, estamos dando prioridade ao financeiro sobre o produtivo. Monopólio inaceitável e perverso. Juros campeões do planeta são a pior praga que emperra o setor produtivo. As maiores empresas produtivas tiveram redução de lucros na faixa de 7% no primeiro semestre. Mesmo com a demanda mundial forte dos países em crescimento ainda tivemos problemas cambiais que desequilibraram o mercado e queda de exportações em alguns segmentos. Pergunta: Banco tem problemas com cambio?

As margens de rentabilidade (lucro/ativo) média das empresas no primeiro semestre foram de 2% a dos bancos 17%. Vergonhoso e absurdo. A situação poderia estar pior para o setor produtivo se não estivéssemos remando a favor na correnteza mundial da economia em expansão. Esqueçam Itaú, Bradesco e Unibanco com indicadores perfeitos e absurdos, o Banco do Brasil teve aumento de 95% no seu lucro do primeiro semestre de 2006 comparados a 2005. Pode isso? Quem paga a conta?

Vamos deixar clara aqui uma coisa, lucro é combustível da geração de riqueza, não sou contra lucros, ao contrário. Sou contra abusos. A situação vem acontecendo desde a década de oitenta com problemas estruturais e conjunturais. Olhem o BRIC, incluam ai Chile, Polônia e outros países emergentes para chegar a conclusão que caminhamos dois passos à frente e um atrás há muito tempo. É Óbvio que a política econômica poderia mudar o quadro. Os exemplos acima não bastam?Espero que nesta eleição os candidatos apresentem suas propostas e abordem o tema com sinceridade. Precisamos saber os planos futuros e tentar manter a frágil esperança.

Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário


Domingo, 30 de Julho de 2006

É um absurdo!

Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje. Provérbio chinês

Assistimos recentemente o caso da condenação da jovem paulista, Susane, assassina confessa dos pais com dois comparsas motivados pela herança. A índole da jovem, condenada pela sociedade e posteriormente pela justiça, fica patente na entrevista montada pela defesa em rede de TV. Luta inglória que o clamor popular e a exploração da mídia já tinham definida a sentença, confirmada pelo júri. Como sempre a lei brasileira, cheia de brechas, vai nos surpreender com um recurso qualquer a favor da jovem. Ridículo, a pena máxima aplicável no Brasil ser de 30 anos, mas a réu cumprindo um terço da pena estará livre.

O caso escandaloso, ultrajante e revoltante passou meio desapercebido na mesma semana. Há três anos atrás um casal de jovens, ele de 19 e ela de 16 anos, saíram para acampar escondidos dos pais. Furor da paixão adolescente. Nada demais um fim de semana de amor e aventura. O pior estava por vir quando quatro elementos, três maiores e um menor encontraram o casal na mata de Embu-Guaçu perto de São Paulo. O jovem foi executado logo no começo. Talvez na tentativa de defender a amada pressentindo o que viria pela frente.

A menina, de classe média, bem educada e cuidada, passou três dias de terror sendo seviciada e estuprada pelos marginais e depois morta, liderados por um tal “champinha”, menor de idade, na época com 16 anos também. O jovem patife era velho conhecido marginal da região.

Existe um tal de Estatuto do Adolescente, uma das excrescências da constituinte de 1988, onde o menor de idade é inimputável. Isso quer dizer: O menor, caso deste biltre, ficará confinado na FEBEM até completar três anos de “internação”, saindo lesto e alegre sem responder pelo crime quando atingido o regime máximo. Isso mesmo, o tal “champinha” será solto agora enquanto os outros vagabundos foram condenados, mas com as mesmas prerrogativas da jovem assassina dos pais.

O assassino menor na época sairá agora e cometerá outro crime breve, pode apostar. Além da sensação da impunidade gerada, ele é meio retardado mental segundo a mídia.

A sociedade não quer enxergar o perigo que nossas instituições e leis do jeito que estão nos empurra. Quantas “Lianas” precisam ser mortas por menores para sabermos que o tal Estatuto é uma farsa? Nos Estados Unidos a penalidade não tem idade. Uma criança de 10 anos foi condenada por assassinato. Claro, os excessos devem ser corrigidos, uma criança nesta situação não terá a pena cumprida nos moldes e rigores dos presídios americanos, mas é exemplo para sociedade e o crime deve ser castigado.

Precisamos rever algumas coisas da constituinte de 1988, uma delas é este deplorável Estatuto do Menor. Por que não diminuir a idade penal? Jovem de 16 anos não faz quase tudo, não vota? Com o avanço tecnológico, da mídia e informática, adolescentes de 16 anos são maduros para o sexo, para o voto, para a internet e para muitas coisas mais. Porque não seriam para cumprir por crimes e sofrer sansões penais? O amadurecimento chega cada vez mais rápido e não podemos comparar adolescentes de hoje com os da década de 80 ou de 70.

Uma calamidade que existe aqui no Brasil é a colcha de retalhos com leis ultrapassadas da década de 30, com remendos oportunistas como o de 1988 e mais emendas que são enxertadas no elefante branco da nossa constituição. Nos Estados Unidos a constituição tem 300 anos, simples, pragmática e funcional.

Mais uma caso para repensarmos nossas leis. Outros virão, mais “Lianas” e “Susanas” ficarão expostas na mídia para aclarar nossa revolta e protestas, mas onde está a ação? A mudança?. Quantas injustiças e consternação não devem ocorrer com o pobre e anônimo cidadão que enfrenta a tragédia e depois bons advogados de defesa endinheirados por réus e criminosos que tripudiam nossas leis?

Não existe culpado, existe uma situação estrutural que precisa ser mudada. Quem sabe, na esperança de uma renovação do congresso prevista, possamos rever outras coisas e como diz o Boris Casoy, “passar este país a limpo por que isso é uma vergonha”.

Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário


Segunda-feira, 17 de Julho de 2006

A penalização de várias gerações
A diferença entre o remédio e o veneno é o tamanho da dose ministrada! Axioma popular.

Vamos fazer um protesto bem pragmático. Alguns números serão colocados até por serem bem interessantes e demonstrarem as assertivas e ilações desse texto.

Defendo há muito a tese que minha geração e as que me sucederam foram perdidas no contexto econômico e das oportunidades. Isto acaba desaguando em outras tragédias sociais como desemprego, aumento da violência, etc. Quem viveu o “milagre econômico” de 70 sabe do que se trata.

A análise baseia-se em dados do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que nada mais é que a soma de todas as riquezas do país.Se estivermos produzindo e gerando riqueza é fácil enxergar os atores e seus papeis. Quando o país cresce, as dificuldades da população quase sempre desaparecem ou são reduzidas. Claro que governar não é só fazer crescer um país, pois existem fatores exógenos, crises mundiais, fragilidade do estado, inflação e outras variáveis que determinam a qualidade e competência de um governante e sua equipe.

Existe estudo do Professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, muito interessante. Ele mede um índice denominado IDP (Índice de Desempenho Presidencial) e leva em consideração parâmetros para avaliação e julgamento dentro do critério estabelecido.Sem entrar em questões muito acadêmicas e técnicas, busquei somente o PIB, assumindo a premissa que ele por si só é alicerce para grandes benefícios a população, principalmente tratando-se de oportunidade, perspectivas de futuro, emprego e renda. Levantei o PIB médio dos governos passados de 1930 para cá. Por que? Pessoas nascidas antes de 1930 estão em sua maioria aposentadas ou fora do mercado. Queria demonstrar que pessoas nascidas na geração conhecida como “Baby Boom” (década de 50 e 60) foram penalizadas com crises econômicas e no caso do Brasil por desmandos e incompetência de governos.Quem nasceu em 70 e 80 ainda não enxergou o que é prosperidade apesar de sua plenitude para o trabalho. È clara como a luz do sol a questão que demonstra que de 1980 até 2005 tivemos pífios indicadores do PIB, excetuando 3 anos do governo Itamar em 92, 93 e 94.O que por si só não representa nada como geração de emprego e renda. Olha o quadro abaixo que fica clara a afirmação supra.

Presidente

Período de governo

PIB Médio nos anos governados

Getúlio

30/34-34/45-51/54

4,8%

Gaspar Dutra

46/51

7,6%

Nereu Ramos/Café Filho

54/55

8,8%

JK

56/61

8,2%

Jânio

61

8,6%

Jango

61/64

3,5%

Castelo Branco

65/67

4,2%

Costa e Silva

67/69

7,8%

Médici

69/74

10,88%

Geisel

74/79

6,69%

Figueiredo *

79/85

2,51%

Sarney

85/90

3,28%

Collor

90/92

-1,3%

Itamar **

92/95

5,3%

FHC

95/2002

2,4%

Lula***

2003/2007

2,5%

* - Aqui começa o calvário das gerações nascidas em 50, 60, 70 e 80. Pois quem nasceu em 80 e hoje se encontra com 25 anos não viu o país crescer, perdendo suas oportunidades em plena capacidade de trabalho.

** - Aqui tivemos três anos de prosperidade com a estabilização da moeda e o Plano Real. É muito pouco para um país continental como o nosso com índices demográficos e vegetativos altos. O Brasil precisaria crescer no mínimo 3,5% ao ano para atender suas demandas de justiça social, geração de emprego e renda atendendo a população entrante.

*** - A Projeção para o Governo Lula é nebulosa. Com índices projetados para o ano que vem, o máximo que atingiria seria um crescimento médio de 2,5%. Isso se o Brasil crescer 3,5 % ano que vem. Se acontecer problemas como os verificados agora, podemos ter a média ainda mais baixa.

Os números falam por si só. Quem viveu momentos de prosperidade no Brasil sabe do que estamos falando e das potencialidades perdidas desde 1980 até os dias atuais.A recente queda do PIB em contrafluxo da economia mundial e a potencialidade perdida são estarrecedores. Exemplos fulgentes como China e Korea do Sul e recuperação de vários paises sul-americanos que poderiam ser comparados a nós no contexto analisado são a prova que andamos na contramão.

Podemos afirmar que pelo PIB médio, os piores presidentes do Brasil de 1930 para cá foram: Collor, Figueiredo, FHC, Lula (tudo projeta assim) e Sarney. Nota-se que tudo isso aconteceu de 1980 para cá. Por estudos do Professor Reinaldo Gonçalves, de 1900 até 2005, poucos fariam parte desta tenebrosa lista dos campeões do flagelo econômico do Brasil.

Neste momento temos ventos favoráveis na economia mundial e aqui no Brasil queda e decepção com nossos indicadores. É um momento de refletirmos se não estamos vivendo algo de errado há muito tempo, precisamente 20 anos. O que mais dói é nossa capacidade de assistir tudo isso, com a sensação de ter o tempo perdido sem mais ser alcançado.

Se até nossos filhos foram penalizados por crises políticas e desmando dos dirigentes, só nos resta torcer que nossos netos possam buscar e viver um país melhor.

Não podemos ter ilusão que estados assistencialistas recursos abundantes para investimentos voltarão a existir, mas a esperança que alguma saída seja encontrada é grande. O maior imposto e juros que existem são os colocados para o jovem brasileiro, com a desesperança e falta de perspectivas. As oportunidades, a geração de emprego e renda são peças fundamentais no combate a pobreza. O que assistimos há muitos tempos são discursos e programas assistencialistas que funcionam nas lousas dos ministérios em Brasília e nas estatísticas que convêm aos pares que as divulgam.Se não crescemos pelo menos 3,5% ao ano, estamos cometendo a injustiça social com nossos jovens e entrantes no mercado de trabalho e não podemos permitir mais. Afinal somos vítimas desta arma.

Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário


Sexta, 04 de Novembro de 2005

Existe solução?
A Melhor estratégia é ver resultados
Sabedoria Popular

Como vai a violência no Brasil? O resultado final do referendo deu sinais que a população quer se defender, ou ter o direito de faze-lo.
Índices alarmantes e inquestionáveis.Vamos esquecer os problemas de São Paulo e Rio de Janeiro e pensar como andam as outras cidades, incluídas as capitais de médio porte como Belo horizonte, Curitiba, e outras mais.A paranóia esta tomando conta e com razão.
O que ocorre na real? Falta de policiamento? Drogas? Impunidade? Problemas sociais?

Vamos fazer uma análise fria.
A questão já tomou conta das grandes metrópoles e o cidadão comum é refém dos problemas da violência, seqüestros relâmpagos, furtos e roubos. As classes sociais não são diferenciadas e o que existe é questão quantitativa no resultado do delito.Quando o cidadão é de classe A,ou B o resultado para o meliante é melhor.
A problemática e a solução passam por uma série de premissas:

Primeira: A impunidade
Relato de advogados amigos e as estatísticas corroboram que a grande parte dos marginais são reincidentes. A justiça é ineficiente ou o código penal é debilitado, defasado.
Marginais presos no primeiro delito são soltos e repetentes.

Segunda: As drogas
Não sei se devemos olhar as drogas como causa ou conseqüência. Acho que é mais conseqüência.As oportunidades de emprego e melhor educação são inimigas ferozes das drogas.

Terceiro: Falta de ação de governo, corrupção na polícia, baixa salários dos agentes, etc.
Este pode ser um dos elos do circulo vicioso que vivemos, mas não o cerne da questão.

Quarto: Problema social, falta de oportunidades.
Este sim deve ser mais avaliado.
Na minha geração e nas que me antecederam e viveram o milagre econômico são testemunhas vivas. Pena que eu não poderia ser considerado mão de obra ativa, pela idade, mas sou testemunha pela vivencia e pelos estudos.
A prosperidade econômica gera oportunidades, emprego e renda. A oportunidade gera consciência e a pergunta que fica?
Se o Basil crescesse a índices de 7, 8 ou até 5% ao ano sustentável e vigoroso os nosso jovens, grande maioria dos delinqüentes, estariam nessa situação?
Não é fácil a solução e o ataque ao problema deve ocorrer em várias frentes: A melhoria da educação, por exemplo, o aprimoramento e eficientização da justiça, a modernização do código penal, e por ai vai.Se o Brasil crescesse, com geração de emprego e renda , os jovens marginalizados que já têm em casa pais desempregados estariam a mercê do crime?
Fica a reflexão.Na década de 70, do milagre econômico o jovem tinha oportunidade e emprego, perspectivas.
Não que possamos voltar no tempo e reviver o estado investidor, ou que o ambiente político era ditadura ou não. Vamos tentar a volta a prosperidade.A luz no final do túnel está ai com esta reação da economia em 2005. Vamos aguardar para ver.
A conjuntura é outra, mas saída existe e vide exemplo da China em mudança de situação econômica e política.Sem méritos de regime políticos ou ideologias econômicas.
Estamos todos reféns e com certeza o poder público pode ser o catalizador das melhorias. Se não puder ajudar, pelo menos não atrapalhe e não sei se é o que assistimos hoje.
Prosperidade já. Impunidade nunca, inclusive com movimentos sociais tipo MST.
Não existe crime organizado. Existe estado desorganizado.

Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário


Sábado, 01 de Outubro de 2005

Triste sina!

Mas deu no rádio , ue ninguém pode andar armado, E no rumo do povoado, Eu vim tirando a conclusão, Que eu fiquei louco ou não entendi a notícia, Pois pensei que a polícia, Desarmava era ladrão.
Piriska Grecco

Após o lamaçal que tomou conta do país, especialmente Brasília, agora a bola da vez é o referendo popular, o chamado plebiscito com propósito de avaliar a opinião popular sobre o chamado mercado legal de armas.
O obscuro referendo atropela as prioridades de uma nação tão promissora que enfrenta problemas estruturais gravíssimos e muito deve ser feito sob pena de termos a geração das décadas de 60 em diante submersas em mais anos perdidos tanatologicamente.
A bonomia do povo brasileiro será levada a dizer sim ou não em um plebiscito confuso, avatado em motivações ideológicas, despropositadas e anacrônicas quanto a temas relevantes ao país.
Não vamos fazer apologia a qualquer opinião que saia das urnas, mas alertar para o viés equivocado e anacrônico da medida. Em pais nenhum do mundo a medida deu certo e trouxe os resultados esperados.
A verdade que esbarra nos males do Brasil, da nação e do estado passam ao largo do desarmamento da população ou não, até porque o fato não se concretizará pois o comércio ilegal preservará seus atores e continuará sendo o grande motivador da violência urbana.
Vamos dissecar algumas premissas que exorbitaram o pais e são gague frente a qualquer pais do mundo candidato a sair do terceiromundismo para assumir a posição de liderança tanto almejada pelas autoridades nacionais do segmento diplomático.
O primeiro mal encetado na sociedade é a impunidade. Nossos códigos penal e civil com suas regras processuais são da década de 30 ou anteriores. O sabujo cidadão vê uma senhora balconista, de baixa condição socioeconômica ser presa por um furto de um shampoo e ficar mofando alguns meses na cadeia. Em contrapartida assistimos os proxenetas da vez gastando seus milhões com advogados, fumando seus Cohibas e tomando as Veuve Clicot lépidos e fagueiros. O exemplo dos Malufs cheira mais a pretexto com motivação política do que propriamente um exemplo de moralidade e aplicação exemplar da justiça e polícia nacional. È algaravia os exemplos que assistimos. Milhões e milhões de caixa dois, como se fosse regra do mercado e praxe de todas empresas e cidadãos.Alto lá, metade por ser assim, mas a outra metade não é.É afronta ao pobre assalariado assistir na TV milhões jorrando em contas de políticos. A volúpia desta gente será sua sentença quando chegarem as urnas. A revolta é latente e a indignação crescente.
A gritaria com o desarmamento só muda de foco algumas ações mais urgentes no Brasil. A reforma já das leis e seu imediato cumprimento.
A troça do referendo vai nos levar a um índice alto de abstenções e votos nulos. Creio que ganhará o não, ou seja, a liberdade do comércio de armas persistirá existindo.
Se os cento e tantos milhões fossem gastos para melhorar as fronteiras e combate ao crime organizado talvez fossem mais bem aproveitados.
Na verdade precisamos de atitudes, de princípios éticos e morais, com o viés religioso sem radicalismo. Mas fica difícil pedir ao compatriota qualquer atitude quando os exemplos que assistimos a cada dia são desalentadores e motivadores de desesperança.
Pelo menos temos mais uma chance de mostrar a indignação neste referendo. Vamos votar não! Nosso voto contra a vontade da elite política dominante será o ensaio para as próximas eleições onde daremos o golpe final e colocaremos a pá de cal.

Murilo Prado Badaró
Economista e empresário.

 

Foto representativa para outros colunistas

Veja outras publicações no Boca no Trombone, clique aqui.

 
 



Home · Manifesto · Campanhas · Boca no Trombone · Colunistas · Filie-se

Webdesigner: Saullo Bueno de Souza

 

Página Inicial Manifesto Campanhas Boca no Trombone Contatos Colunistas